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símbolos

A romã

Presente na mitologia de diferentes culturas, a romã fala de ciclos, fertilidade, abundância e passagem entre estados. Em sua forma fechada, guarda o tempo da gestação. Em suas sementes, a multiplicidade, a continuidade, a promessa do que ainda pode nascer.

Transformar a romã em joia foi dar forma a esse símbolo — criar um artefato que se carrega no corpo como referência silenciosa de potência, continuidade e escolha consciente.

A joia não explica. Ela acompanha.

O passarinho

Nem todo voo é visível. Alguns começam por dentro.

O passarinho nasceu de um caderno. Traços repetidos no momento em que uma nova vida chegava — gestos que buscavam forma sem ainda saber qual.

O primeiro foi recortado em chapa, plano e silencioso. Anos depois, ganhou volume. Como tudo que amadurece.

Em diferentes culturas, o pássaro carrega o mesmo campo semântico: liberdade, movimento, a alma que não se prende. Mas este nasceu de um gesto íntimo — e por isso carrega também o que não se vê. A leveza que vem depois de uma transformação. O voo que começa antes de abrir as asas.

Prata com banho de ouro 18k. Para voar com coragem.

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Joalheria autoral contemporânea · produção simbólica · arquitetura e linguagem editorial · experiência sensorial · Janaina Alucci · FAU-USP · ECA-USP

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